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Transportadores escolares cobram inclusão no plano de imunização contra Covid em Salvador

Com o início das atividades escolares semipresenciais marcado para a próxima segunda-feira (3) em Salvador, motoristas de transporte escolar cobram a inclusão no plano de vacinação contra a Covid-19.

 

O pleito é capitaneado pela Associação de Transporte Escolar e Turismo do Estado da Bahia (Atest), presidida por Isabel Meneses. Para a dirigente, uma vez que todos os funcionários que compõem a estrutura escolar estão sendo imunizados na capital, os profissionais do segmento também deveriam ser incluídos no escopo.

 

“Nós entendemos que fazemos parte do contexto da comunidade escolar. Quando a gente fala em imunização da comunidade escolar, isto tem que incluir desde o porteiro até o diretor. Não podemos pensar nesta comunidade apenas com o professor, porque ele não é o único, faz parte de um contexto. Existe um organograma para que a escola funcione. E, nesta engrenagem, está o transporte escolar, que é parte integrante desta função”, cobrou Meneses, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Segundo ela, os apelos da categoria vêm sendo feito por meio das redes sociais, mas, até o momento, não foram atendidos. Ainda há projetos de indicação no estado e na capital para que governo e prefeitura incluam os profissionais da área no plano de imunização – na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), há um texto indicado por Olívia Santana (PCdoB) e, na Câmara de Salvador, há outro enviado por Hélio Ferreira (PCdoB).

 

No Legislativo soteropolitano, a indicação está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aguardando apenas assinatura, de acordo com informações disponibilizadas no próprio site da Câmara. Já Olívia apresentou a proposta na última segunda-feira (26) na Casa.

 

“A gente não vê até agora, por parte do governo, este entendimento. A gente está falando de pouquíssimas pessoas. Não falo de um contingente de milhões, mas de menos de mil”, acrescenta a dirigente da associação.

 

De acordo com dados da Atest, a estimativa é que, para o retorno das atividades letivas, 500 motoristas de transporte escolar retornem ao trabalho. No ano passado, havia 720 profissionais do ramo somente na capital baiana. No final de 2020, com a crise gerada pela pandemia, o número decresceu para 514. Ela ainda ressalta que o número pode ser ainda menor, uma vez que há casos de motoristas que não deram baixa do alvará na prefeitura, e que, mesmo permanecendo com o veículo, não devem voltar a trabalhar.

 

Na Bahia, até abril do ano passado, havia 1.820 motoristas de transporte escolar. Em dezembro, o número caiu para 1.500 e, até abril deste ano, a estimativa é que apenas 800 destes profissionais ainda sigam atuando na área.

 

“A gente não consegue entender por que Salvador não entendeu ainda a importância deste segmento para o contexto, e para que aconteça de verdade a educação, essa retomada tão sonhada e esperada”, acrescenta.

 

Contudo, mesmo diante deste cenário, ela assegura que o segmento deseja o retorno das atividades, principalmente por conta dos problemas financeiros. “Posso lhe assegurar que já passou da hora de as escolas abrirem. Agora, isto não pode ser de maneira obrigatória. O pai que não se sente seguro não deve mandar o seu filho”, explica.

 

“É perigoso? Muito. Mas nós não temos vacina para imunizar a população toda. Isto seria o ideal. Minha mãe dizia: temos que fazer do limão uma limonada. As aulas vão voltar? Então vamos trabalhar. Vamos tomar todos os cuidados. Eu acho que tem que enfrentar, com ou sem vacina, porque parados não podemos ficar”, acrescenta.

 

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